Músicas para relaxar #5: Stacey Kent mandando “Samba Saravah”, o “Samba da Benção” de Vinícius de Moraes, só que em francês.
Foto: Sândalo Jhony Gomes
Homenagem à minha querida e estonteante Vitória
Vitória também é conhecida como “Cidade Sol”, “Cidade presépio” ou Guanaaní (que quer dizer “Ilha do Mel”), este criado pelos indígenas, os primeiros habitantes da ilha, antes mesmo do donatário Vasco Fernandes Coutinho descobrir a costa espírito santense. Os índios atribuíram esse nome devido a beleza da geografia diferente da cidade e pela amenidade do clima com a baía de águas piscosas e o imenso manguezal repleto de peixes, moluscos, e a diversidade das aves.
Os caras do jazz #3: Dave Brubeck mandando “Lost Waltz”, do álbum “Time In”.

Os caras do jazz #2: John Coltrane, Cannonball Adderley, Miles Davis, Bill Evans (na foto, da esquerda para a direita), Paul Chambers e Jimmy Cobb mandando “Freddie Freeloader”, do álbum “Kind of Blue”.
Músicas para relaxar #3: A Putumayo é uma gravadora especializada em compilações (ver todas). A promessa principal da empresa é: se o álbum que você comprou não lhe fizer se sentir bem, devolvemos o seu dinheiro. Sentiu o drama? As coletâneas são quase sempre regionais, a exemplo da Caribbean Party (Festa Caribenha) ou Women Of Africa (Mulheres da África). Existe uma série de compilações em língua portuguesa também, e é sobre uma delas que quero falar agora.
O álbum Putumayo Presents: Brazilian Café é, em uma palavra, sensacional. De artistas bem conhecidos por aqui, só o Djavan. O resto eu nunca tinha ouvido falar. A surpresa é que todas as 12 (poucas) faixas são endorfina pura. A qualidade das vozes e arranjos musicais é impecável e devolve a esperança de que talvez a música popular brasileira continue se desenvolvendo ferozmente; uma pena que não a olhos vistos e muito menos através da mídia de massa.
É possível comprar esse álbum no próprio site da Putumayo por $14,98, na Amazon por módicos $15,98 ou na loja CD Point por não tão ralos R$58,26. Mas se você não dispõe de nenhuma dessas quantias, o blog Eterno Contestador oferece uma opção, digamos assim, mais em conta.
Deixo vocês com a faixa Outro Lugar por Toco. (Não falei que os artistas eram estranhos?)
Terminei de ler ontem o livro “O Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna.
Esta obra teve uma adaptação sensacional para o cinema em 2000 - na minha opinião um dos melhores filmes brasileiros. O livro é em forma de peça teatral, já que o palco foi seu destino primeiro. O único texto desse tipo que eu já havia lido era “Vestido de Noiva”, do Machado de Assis, e devo dizer que o estilo não me apetece muito. Sou fã de prosa, como “O Menino no Espelho” e “O Grande Mentecapto”, ambos do Fernando Sabino. Apesar disso, me deliciei com a incrivelmente inventiva história de Suassuna. A simplicidade das falas, misturada com o abundante uso de vocabulário sertanejo, humor sagaz e personagens a quem o leitor logo se afeiçoa - mesmo um cangaceiro matador - torna a obra inesquecível para quem a lê.
Em minha opinião, algumas das grandes funções da arte são inspirar as pessoas, denunciar situações injustas e transmitir culturas. Como um grande mestre, Suassuna botou no bolso todas essas virtudes, e fez parecer que é fácil.
O Auto da Compadecida foi escrito em 1955, e encenado pela primeira vez uma ano depois. É a história de João Grilo e Chicó, que vivem se metendo em enrascadas, mas dessa vez vão ter que se ver com personagens tão perigosos como matadores, fazendeiros maldosos e até com o próprio coisa ruim!
Não dá pra perder esse. Leia logo! No Estante Virtual você acha baratinho: http://miud.in/7q
Rock and Roll. #1: Creedence Clearwater Revival mandando Feelin’ Blue.








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